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Trump assina ordem retirando EUA de 66 organizações internacionais

A decisão ocorre enquanto sua administração lançou esforços militares ou emitiu ameaças que abalaram aliados e adversários
08 jan 2026 às 12:35
Por: Band
The White House

A administração Trump se retirará de dezenas de organizações internacionais, incluindo a agência de população da ONU e o tratado da ONU que estabelece negociações climáticas internacionais, à medida que os EUA se afastam ainda mais da cooperação global.


O Presidente americano, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma ordem executiva suspendendo o apoio dos EUA a 66 organizações, agências e comissões, seguindo suas instruções para que sua administração revisasse a participação e o financiamento de todas as organizações internacionais, incluindo aquelas afiliadas à ONU, de acordo com um comunicado da Casa Branca.


"A administração Trump considerou essas instituições redundantes em seu escopo, mal geridas, desnecessárias, desperdiçadas, mal administradas, capturadas pelos interesses de atores que avançam suas próprias agendas contrárias às nossas, ou uma ameaça à soberania, liberdades e prosperidade geral da nossa nação", disse o Departamento de Estado em nota.


A decisão de Trump de se retirar de organizações que promovem a cooperação entre nações para enfrentar desafios globais ocorre enquanto sua administração lançou esforços militares ou emitiu ameaças que abalaram aliados e adversários, incluindo a captura do líder autocrático venezuelano Nicolás Maduro e a indicação de uma intenção de tomar a Groenlândia.


Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

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Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania


Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.


Em entrevista coletiva, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela após a captura de Maduro, declaração que ampliou a reação internacional e levantou questionamentos sobre uma possível ocupação ou administração provisória do país.


O presidente americano também afirmou que a ofensiva teve como um de seus objetivos a recuperação de petróleo que teria sido retirado dos Estados Unidos pelo regime venezuelano. Segundo Trump, o recurso foi tomado “como doce de bebê”, expressão usada por ele para justificar a intervenção e reforçar o discurso de prejuízo econômico aos EUA.


Ele também disse que a captura de Maduro serve como alerta a outros líderes que desrespeitem os interesses dos EUA. Trump declarou ainda que a Venezuela será “reconstruída” com recursos do petróleo recuperado pelos EUA, reforçando a ideia de controle econômico sobre Caracas.


Na Venezuela, a captura do presidente aprofundou a instabilidade política e econômica. Houve corrida a mercados, e setores da oposição, representados pela líder da oposição, María Corina, passaram a defender uma transição de poder, enquanto cresce a incerteza sobre a condução do país.


A operação recebeu apoio de aliados do governo Trump. O vice-presidente americano afirmou que os ataques se justificam por um suposto “roubo de petróleo” por parte do regime venezuelano.


Em reação, líderes internacionais criticaram a ofensiva. A Rússia condenou a ação e classificou a operação como uma agressão armada.


No Brasil, o governo Lula criticou duramente a ofensiva, afirmando que a captura de um chefe de Estado estrangeiro ultrapassa os limites do direito internacional. O país elevou o nível de alerta militar no Norte, embora o Itamaraty tenha informado que a situação na fronteira segue normal.


Analistas avaliam que a ofensiva dos EUA contra a Venezuela representa uma escalada sem precedentes e pode redefinir o equilíbrio político na América Latina.

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