Um ataque realizado por Israel no sul do Líbano deixou sete pessoas mortas e 20 feridas neste domingo (6), segundo o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva é a primeira entre Israel e Hezbollah desde o cessar-fogo de junho, mediado pelos Estados Unidos.
De acordo com as autoridades libanesas, entre os mortos estão três crianças e quatro mulheres.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que o ataque foi uma retaliação a ataques de drones atribuídos ao Hezbollah em áreas ocupadas por tropas israelenses no início do dia.
Áreas civis foram atingidas
Horas antes da ofensiva, Israel havia emitido um alerta de evacuação para áreas próximas a um prédio em Arab Salim, apontado como alvo da ação.
Os ataques atingiram localidades como Arab Salim e Nabatiyeh al-Fawqa. Segundo informações do governo libanês, duas pessoas morreram em Arab Salim e outras duas em Nabatiyeh al-Fawqa.
Outras três vítimas foram atingidas por um drone israelense em um estacionamento.
A ofensiva também provocou danos em prédios civis, incluindo a sede do Ministério das Finanças e o Hospital Ghandour.
Presidente do Líbano critica ofensiva
O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os ataques como uma “escalada perigosa” e afirmou que a ação viola os termos do cessar-fogo firmado em junho.
Segundo Aoun, instituições civis, prédios públicos e unidades de saúde foram atingidos.
O presidente também pediu que os Estados Unidos e organismos internacionais adotem medidas imediatas para interromper os ataques e responsabilizar os envolvidos.
Israel diz que mirou estrutura do Hezbollah
O Exército israelense afirmou que utilizou munições de precisão e vigilância aérea com o objetivo de reduzir o risco de vítimas civis.
Segundo as forças israelenses, os principais alvos eram um depósito de armas do Hezbollah e um centro de comando instalado em um hospital que estaria desocupado.
O grupo Hezbollah é apoiado pelo Irã e mantém um histórico de confrontos com Israel no sul do Líbano.
Conflito volta a escalar
O confronto entre Israel e Hezbollah tem raízes antigas e ganhou nova intensidade após o início da atual guerra na região.
O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em 2023, em apoio ao Hamas. Desde então, a fronteira entre os dois países registrou sucessivas escaladas.
Em março de 2026, Israel já havia realizado uma série de ataques no Líbano, com pelo menos 31 mortos, incluindo quatro crianças.
A nova ofensiva deste domingo aumenta novamente a tensão na região e coloca pressão sobre o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.