O autor do atentado registrado, na noite de sábado (25), durante o encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com jornalistas correspondentes que cobrem o dia a dia da Casa Branca, enviou um documento para familiares minutos antes dos tiros, onde se intitulava “assassino federal amigável”.
Os investigadores estão analisando o documento que apontava "claramente que ele queria atacar funcionários do governo”, segundo a CNN. A polícia fez buscas na casa de Cole Thomaz Allen, de 31 anos, logo após o atentado e chegou a fazer busca de porto em porta no bairro em que ele morava, em Los Angeles, na Califórnia.
Trump afirmou, mais cedo, à Fox News, que Allen "é doente", e completou: "Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia cristãos, isso é certo. Ele odeia cristãos, um ódio profundo."
Segundo a NBC, textos entregues à polícia por familiares de Allen apontavam sentimentos anti-Trump e seus alvos eram funcionários do governo, não hóspedes ou funcionários do hotel. Ele pediu desculpas à família e amigos no texto e afirmou não esperar perdão.
“Dar a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu Allen na carta que um parente entregou à polícia, segundo um oficial americano disse ao jornal New York Post.
A irmã de Allen o descreveu às autoridades como alguém que tinha tendência a fazer comentários radicais e a mencionar constantemente um plano para resolver os problemas do mundo, disse uma fonte do canal de televisão americano.
Allen havia comprado recentemente duas pistolas e uma espingarda, mas seus pais não sabiam que ele guardava as armas em casa.
Tiros em jantar de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava do jantar anual com os jornalistas correspondentes que cobrem a rotina da Casa Branca, quando foram ouvidos tiros. Os disparos aconteceram do lado de fora da sala onde acontecia o evento.
"Eu ouvi um barulho. E meio que pensei que fosse uma bandeja caindo. Já ouvi esse som muitas vezes", relatou Trump, explicando que o estalo foi muito alto, mesmo vindo de uma certa distância. Ele foi retirado pelo Serviço Secreto e levado a um lugar seguro.
O presidente destacou que, enquanto algumas pessoas demoraram a entender a gravidade, a primeira-dama teve uma reação imediata. "Melania estava muito consciente do que aconteceu. Acho que ela soube na hora. Ela disse: ‘esse é um barulho ruim’", afirmou.
Trump elogiou abertamente a atuação do Serviço Secreto e das forças policiais de Washington, classificando a intervenção como um "trabalho fantástico". Segundo o presidente, os agentes agiram com rapidez e bravura para conter a ameaça e deter o atirador.
Seguranças atiraram contra o atirador, identificado como Cole Thomaz Allen, 31, mas ele não foi ferido. Um agente, por outro lado, foi ferido, mas passa bem. As motivações do atentado ainda são desconhecidas. Allen será apresentado à Justiça na segunda (27).