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Autoridades estimam 2 mil mortos em protestos no Irã; ONGs falam em 734

13 jan 2026 às 15:37

Cerca de 2.000 pessoas morreram durante as duas semanas de protestos no Irã, disse uma autoridade iraniana hoje. Números de ONGs, porém, estimam mais de 700 mortos.

 

O que aconteceu


Esta é a primeira vez que as autoridades reconheceram o alto número de mortos. À agência Reuters, a autoridade iraniana disse que "terroristas" estavam por trás das mortes de manifestantes e do pessoal de segurança, sem detalhar mais sobre os mortos.

 

Já a ONG Iran Human Rights (IRH) diz que pelo menos 734 manifestantes teriam sido mortos. Protestos começaram em 28 de dezembro de 2025 no país. Segundo a organização, o número de mortos inclui nove jovens menores de 18 anos, e milhares também ficaram feridos.

 

Números divergem enquanto país segue em apagão digital. O irã está há mais de 108 horas sem internet, de acordo com a NetBlocks, organização global de segurança cibernética. O relato é de que a internet fixa, os dados móveis e as chamas telefônicas estão desativados, enquanto outros meios de comunicação também estão cada vez mais visados.

 

Ao menos 2.600 pessoas foram presas, ainda segundo a IRH. Não há, porém, detalhes de sexo e idade dos detidos.

 

Iranianos furam bloqueio e se comunicam com o exterior

Em ligações, pessoas contaram que a presença de policiais armados na rua é grande. A maioria deles está trajada com capacetes, coletes, escudos, armas e sprays de gás lacrimogêneo, segundo as testemunhas.

 

Bancos e prédios públicos foram queimados durante os protestos, conforme relatos. Caixas eletrônicos também foram danificados e a falta de internet na região prejudica as transações financeiras feitas no país.

 

O comércio de Teerã segue aberto. Um dos moradores que entrou em contato com a AP contou que as forças de segurança obrigaram os comerciantes a reabrirem loja, mesmo sob medo de novos protestos. A informação foi negada pelo governo local.

 

Starlink está sendo usada por alguns iranianos, segundo a agência de notícias Reuters. Citando três fontes, a agência afirmou hoje que, apesar de estar com instabilidade, há pessoas burlando o bloqueio à internet com a ferramenta de Elon Musk.