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Cantor Netinho morre após complicações de câncer

13 out 2026 às 11:09

O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, após enfrentar complicações de saúde durante o tratamento de um câncer do sistema linfático. O artista estava internado nas últimas semanas em um hospital de Salvador, na Bahia.


A morte foi confirmada pela equipe do cantor nas redes sociais. Segundo o comunicado, Netinho tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.


“Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte’”, informou a equipe.


O velório deverá ser reservado a familiares e amigos. No comunicado, a equipe pediu respeito à privacidade das pessoas próximas ao artista neste momento de despedida.


Relembre a carreira de Netinho


Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, Netinho ganhou projeção nacional nos anos 1990, quando integrava a Banda Beijo. O sucesso da música “Beijo na Boca” ajudou a levar o cantor e o grupo ao reconhecimento em todo o Brasil.


Em 1993, ele deixou a banda para seguir carreira solo e lançou o álbum Um Beijo Pra Você. Ao longo da trajetória, consolidou seu nome entre os artistas mais conhecidos do axé music.


Entre os principais sucessos estão “Milla”, “Beijo na Boca” e “Prefixo de Verão”. A música “Milla” se tornou um dos grandes hits do Carnaval brasileiro, com apresentações marcantes em trios elétricos por todo o país.


Outro trabalho importante foi o álbum Netinho ao Vivo!, lançado em 1997, que reuniu músicas como “Milla”, “Preciso de Você” e “Beijo na Boca”.


A relevância do repertório do cantor continuou presente décadas depois. Em 2025, “Milla” esteve entre as músicas indicadas ao Troféu Band Folia, premiação que celebrou os 40 anos do axé music.


Problemas de saúde


Netinho enfrentava problemas de saúde desde 2013, quando foi internado por causa de uma hemorragia no fígado. Na época, o quadro foi associado ao uso indiscriminado de esteroides androgênicos anabólicos.


O cantor também sofreu derrames cerebrais, que agravaram seu estado de saúde. Em março de 2025, foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin, após apresentar dores nas costas e dificuldade para caminhar.


Em 2026, o quadro clínico se agravou, levando a novas internações e sessões de quimioterapia. O artista morreu aos 60 anos, deixando uma trajetória marcada por sucessos que ajudaram a popularizar o axé music no Brasil.

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