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'Caso Master pode ser maior que Lava Jato', aponta especialista

14 mai 2026 às 21:06

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14) uma nova fase da operação relacionada ao chamado Caso Master, investigação que apura suspeitas de organização criminosa, intimidação de autoridades e obtenção ilegal de informações sigilosas.


Durante entrevista à BandNews FM, o cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas, Cláudio Couto, afirmou que o caso pode ter dimensões ainda maiores que a Operação Lava Jato em relação ao número de pessoas envolvidas.


Segundo ele, o esquema investigado apresenta uma estrutura mais ampla e diversificada, atingindo diferentes setores, desde o sistema financeiro até agentes de segurança e integrantes do meio político.

“O Caso Master talvez seja maior que a Lava Jato considerando a quantidade de envolvidos em diferentes camadas”, avaliou o professor.


Nova fase da operação


Nesta etapa da investigação, a Polícia Federal prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro.


De acordo com a PF, conversas extraídas do celular de Marilson Roseno indicam que Henrique Vorcaro teria continuado solicitando serviços ilícitos e realizando movimentações financeiras ligadas ao grupo investigado mesmo após fases anteriores da operação.


Os investigadores apontam ainda indícios de uso de números estrangeiros, troca frequente de aparelhos telefônicos e pagamentos considerados vultosos para manter as atividades do grupo.


Investigação envolve intimidação e invasões


A operação busca aprofundar apurações sobre uma organização suspeita de praticar:

  • Intimidação de autoridades;
  • Coação no curso de processos;
  • Invasões de dispositivos eletrônicos;
  • Obtenção ilegal de informações sigilosas.

Segundo Cláudio Couto, o caso tem forte impacto político por envolver possíveis tentativas de pressão contra integrantes do sistema de Justiça.


A nova fase da operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

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