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Dentista é preso por manter mulher em cárcere e obrigá-la a tatuar nome do agressor 10 vezes

15 abr 2026 às 15:10

A Polícia Civil prendeu um dentista, de 40 anos, nesta terça-feira (14), em Itapema (SC), sob a acusação de agredir e manter a companheira em cárcere privado por quatro meses. O investigado obrigou a vítima, de 39 anos, a tatuar o nome dele dez vezes pelo corpo durante o período de isolamento. A captura ocorreu durante uma operação conjunta entre agentes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina no consultório e na residência do suspeito.


A mulher relatou aos policiais que era impedida de sair de casa e não tinha acesso ao próprio telefone celular ou aos familiares. Ela apresentava ferimentos em diversas partes do corpo decorrentes de agressões físicas constantes. A vítima conseguiu escapar no início de abril, após o agressor ingerir um medicamento para dormir, e procurou imediatamente uma delegacia para denunciar os crimes.


As investigações da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio (RS) e da unidade de Itapema (SC) revelaram que o homem possuía histórico de violência contra outras mulheres. Durante a operação, os policiais apreenderam duas armas de fogo e dispositivos eletrônicos no imóvel do casal. A polícia recuperou e devolveu os bens da vítima, incluindo um automóvel, enquanto o inquérito prossegue com a análise dos materiais coletados.

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