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Desemprego cai a 5,2%, menor taxa para um terceiro trimestre desde 2012

30 out 2026 às 12:16

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre deste ano, registrando o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. 


O resultado reflete uma trajetória de queda em comparação com os três meses imediatamente anteriores, quando o indicador marcava 5,4%, e também na relação interanual. Com esse movimento de retração, o contingente de trabalhadores desocupados no país encolheu para 5,6 milhões de pessoas, acumulando recuo significativo nas comparações trimestral e anual.


A recuperação do mercado de trabalho levou a população ocupada ao patamar recorde de 103,6 milhões de pessoas. O desempenho positivo do período foi impulsionado prioritariamente pelo setor da construção civil, que apresentou expansão e incorporou mais de duas centenas de milhares de profissionais ao contingente produtivo. 


O levantamento estatístico oficial também registrou marcas inéditas no volume de empregadores, que atingiu 4,5 milhões de pessoas, e de servidores no setor público, impulsionados por novas admissões na área da educação municipal, enquanto o trabalho com carteira assinada no setor privado permaneceu estável.


No tocante à renda, o rendimento médio habitual do trabalhador estabilizou-se em R$ 3.790, registrando avanço de 3,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A massa total de rendimentos reais atingiu o maior valor já mensurado pelo instituto de pesquisa, somando R$ 387,5 bilhões. 


Por outro lado, o indicador de subutilização da força de trabalho manteve estabilidade em 13%, enquanto o grupo de pessoas em situação de desalento apresentou uma ligeira elevação trimestral, somando 2,5 milhões de cidadãos fora do mercado de trabalho.

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