Uma enxurrada de água e lama devastou a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, deixando ao menos 359 mortos e mais de 1,3 mil pessoas desaparecidas. Parentes de vítimas percorrem hospitais e delegacias na capital nepalesa, Katmandu, em busca de informações sobre cidadãos de mais de 30 nacionalidades que transitavam pela área do Himalaia.
A tragédia começou após o transbordamento repentino dos rios Bhote Koshi e Trishuli, que atingiu primeiro o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e avançou por mais de 160 quilômetros em direção ao sul. A força da correnteza arrastou corpos por quilômetros até a divisa com a Índia. Entre os desaparecidos estão cerca de 288 cidadãos indianos e centenas de turistas e trabalhadores locais.
No Tibete, a imprensa oficial chinesa confirmou mortes e relatou que mais de 500 pessoas permanecem isoladas ou sem contato, incluindo estrangeiros. Cerca de 240 sobreviventes foram resgatados por helicópteros operados por equipes de emergência, que enfrentam condições meteorológicas e de acesso adversas.
Mais de 7,4 mil socorristas atuam nas operações de busca e salvamento nos seis distritos afetados pelas inundações. Até o momento, as autoridades e os consulados não registraram a presença de brasileiros entre os mortos ou desaparecidos.