Brasil e mundo

Estado Islâmico utiliza tecnologia inventada por criminoso brasileiro para fabricar armas

13 mar 2026 às 10:42

Membros do Estado Islâmico começam a distribuir manuais elaborados por criminosos brasileiros para fabricar armas com impressoras 3D. A informação consta na denúncia do Ministério Público contra uma organização criminosa desarticulada nesta quinta-feira (12).


No documento, o MP afirma que as instruções começaram a ser divulgadas em tom de comemoração nos canais jihadistas, para disseminar a possibilidade de fabricar um rifle semiautomático de 9 mm, munição de uso restrito.


O projeto Urutau, como foi batizado pelos bandidos, foi publicado em 2024 em uma plataforma que ensina a fabricar armas com componentes não regulamentados e acessíveis no comércio comum, através de impressoras 3D de baixo custo. Cada impressão tem custo de produção que varia entre R$ 600 e R$ 800.

Armas do tipo já foram apreendidas também na Austrália e na Nova Zelândia.


O designer brasileiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, é acusado de chefiar a organização criminosa responsável pelo desenvolvimento do Urutau.


Ele e outros três alvos foram presos nesta quinta-feira (12), durante a Operação Shadow Gun, realizada pela Polícia Civil e pelo MP em todo o Brasil, para impedir a venda de material bélico impresso em 3D.

Veja Também