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Falsa adolescente é presa após viver mais de um ano com família

03 jun 2026 às 09:38

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após a Polícia Civil descobrir que ela fingia ser uma adolescente de 12 anos. O caso chamou atenção pela forma como a suspeita conseguiu enganar uma família por cerca de 14 meses, sendo acolhida como filha dentro da residência.


Segundo as investigações, a mulher utilizava o nome “Gabriele” e afirmava ser vítima de maus-tratos no Pará. Sensibilizados com a história, integrantes de uma igreja ajudaram inicialmente a suspeita, que depois passou a morar com uma família da comunidade religiosa.


Durante o período em que permaneceu na casa, ela recebeu diversos cuidados e benefícios. De acordo com a polícia, ganhou quarto decorado com brinquedos, presentes e até medicamentos para emagrecimento. A família chegou inclusive a organizar uma festa de aniversário para a suposta adolescente.


A investigação aponta que a mulher adotava comportamentos infantilizados para sustentar a falsa identidade. Conforme o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela utilizava chupetas, mamadeiras e afinava a voz para convencer as pessoas de que realmente era uma menina de 12 anos.


Além disso, a suspeita alegava possuir autismo e dizia que a aparência mais adulta seria consequência do uso forçado de hormônios durante a infância em situações de abuso.


A descoberta da fraude aconteceu após denúncias recebidas pela família, que procurou a Polícia Civil. Os investigadores constataram que a mulher não possuía documentos e já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.


Outro detalhe que chamou atenção da polícia é que a falsa adolescente nunca frequentou a escola durante o período em que viveu em Joinville. Segundo os investigadores, ela dizia ter medo de ser encontrada pelo suposto pai agressor caso fosse matriculada.


A mulher foi presa sob suspeita de falsa identidade e estelionato. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a existência de outras possíveis vítimas.

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