Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso aponta que uma família de missionários religiosos teria utilizado o acesso a unidades prisionais para manter contato com integrantes do Comando Vermelho.
São investigados Rhavenna Barcelos de Almeida e os pais dela, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida. Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), os três tinham autorização do governo estadual para prestar assistência religiosa em presídios.
A investigação aponta, porém, que o acesso às unidades teria sido utilizado para aproximação com integrantes da facção na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.
Polícia aponta transmissão de recados
Segundo os investigadores, a apuração começou após uma denúncia anônima sobre uma possível ligação entre os religiosos e criminosos.
Ainda conforme a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado o acesso aos presídios para transmitir recados, emprestar contas bancárias para movimentação financeira e auxiliar na ocultação de recursos que seriam provenientes do tráfico de drogas.
Durante o cumprimento de mandados autorizados pela Justiça, foram apreendidos mensagens, áudios, fotos e vídeos que, segundo os investigadores, indicariam a proximidade entre Rhavenna e integrantes da organização criminosa.
Entre os materiais analisados estão imagens da investigada exibindo armas de fogo, dinheiro, joias e veículos de luxo.
Defesas negam envolvimento
O pastor Nivaldo de Almeida morreu nesta semana em decorrência de um câncer.
A defesa de Rhavenna Barcelos de Almeida negou as acusações. A defesa de Orminda de Almeida também afirmou que ela não tem qualquer participação com a facção criminosa.
As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e as circunstâncias da suposta ligação com a organização criminosa.