Brasil e mundo

Febre do Nilo Ocidental avança no Brasil e no exterior em agosto

25 ago 2026 às 12:20

O aumento de notificações e a confirmação de novos diagnósticos humanos da Febre do Nilo Ocidental colocaram os órgãos de vigilância epidemiológica do Brasil e do exterior em alerta reforçado neste mês de agosto. Causada por um flavivírus transmitido pela picada do mosquito Culex (o pernilongo comum), a infecção tem como reservatórios naturais as aves silvestres, enquanto humanos e cavalos atuam como hospedeiros acidentais.


No Brasil, foram confirmados quatro diagnósticos humanos em 2026: dois no estado de São Paulo e dois em Santa Catarina, onde as autoridades apuram a morte de uma idosa de 77 anos. Há ainda a notificação de um caso provável no Piauí. Em entrevista ao programa Bora Brasil, da Band, o médico infectologista Jean Gorintchteyn explicou que as equipes investigam a relação dos pacientes com viagens para a Região Amazônica, área considerada endêmica para a circulação do vetor.


A maioria das infecções (cerca de 80%) é assintomática. Os demais 20% apresentam quadros leves, com febre, dores musculares e manchas na pele. No entanto, complicações neurológicas graves como meningite e encefalite atingem menos de 1% dos infectados, incidindo com maior gravidade sobre idosos e pessoas imunocomprometidas.


No cenário internacional, o vírus segue o padrão sazonal do verão no hemisfério norte. A Europa registra mais de 600 infecções autóctones, concentradas na Itália, Grécia e Espanha, enquanto os Estados Unidos ultrapassam 180 ocorrências distribuídas por mais de 30 estados.

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