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Febre maculosa avança no Brasil com 128 casos e 28 mortes

Espírito Santo concentra situação mais crítica no país, somando 12 óbitos.
14 ago 2026 às 12:44
Por: Band
Divulgação

O avanço no número de diagnósticos de febre maculosa tem colocado autoridades sanitárias e epidemiológicas em estado de alerta em todo o Brasil. Levantamentos do Ministério da Saúde indicam 128 casos confirmados e 28 óbitos provocados pela infecção em território nacional.


A situação é mais alarmante no estado do Espírito Santo, que lidera os índices de letalidade da doença no país, somando 20 infecções confirmadas e 12 mortes.


A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda causada pela bactéria do gênero Rickettsia, transmitida ao ser humano por meio da picada do carrapato-estrela (Amblyomma sculptum) infectado. O parasita é frequentemente encontrado em vegetações rasteiras e em hospedeiros como capivaras, cavalos e cães.


O alerta principal do Ministério destina-se a trabalhadores rurais, moradores do campo e frequentadores de áreas de mata, pastagens ou margens de rios.


Sintomas e busca por atendimento imediato


O período de incubação da bactéria varia entre 2 e 15 dias após o contato com o vetor. Os principais sinais clínicos incluem:

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  • Febre alta de início súbito;

  • Dor de cabeça intensa e dores no corpo;

  • Prostração e dores abdominais;

  • Nausea e vômitos.


Como o quadro pode evoluir rapidamente para formas graves e letais, a orientação médica é buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pronto-socorro ao notar os primeiros sintomas, informando ao profissional caso tenha frequentado locais de risco ou tido contato com vegetação nos 15 dias anteriores.


Principais medidas de prevenção


Para quem circula ou trabalha em locais com vegetação alta ou presença de animais hospedeiros, os órgãos de saúde recomendam:


  • Vestuário adequado: Utilizar roupas de cor clara, que facilitam a visualização do carrapato na peça, além de calças compridas e camisas de manga longa.


  • Barreira física: Colocar as barras das calças por dentro das meias ou botas para impedir a subida do inseto pela pele.


  • Inspeção corporal: Examinar o próprio corpo e as vestimentas a cada duas horas durante a permanência em áreas de risco.

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