O empresário Fernando Sastre foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado após decisão proferida na madrugada desta sexta-feira pelo Tribunal do Júri de São Paulo. O réu foi responsabilizado pelos crimes de homicídio qualificado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, e por lesão corporal gravíssima, referente às lesões permanentes causadas ao passageiro que o acompanhava no veículo esportivo. A sentença judicial determinou ainda a cassação do direito de dirigir e o pagamento integral das custas do processo penal.
O caso ocorreu durante o feriado do Domingo de Páscoa de 2024, quando o empresário conduzia um automóvel Porsche a mais de 150 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, via urbana com limite regulamentado em 50 km/h, colidindo violentamente contra a traseira do veículo da vítima.
Durante o depoimento prestado no segundo dia do julgamento, o réu admitiu pela primeira vez ter consumido doses de uísque e vodka antes de assumir a direção do automóvel, alterando a versão sustentada desde a fase inicial do inquérito policial.
A reconstrução dos fatos perante os jurados ganhou contornos decisivos com o depoimento do médico Marcos Vinícius, amigo do empresário que ficou ferido na colisão.
A testemunha relatou no plenário ter sofrido tentativas de intimidação e pressões de conhecidos do réu para modificar a versão dos fatos, mas optou por confirmar à Justiça que o grupo havia ingerido bebida alcoólica em estabelecimentos comerciais antes do sinistro, confirmando a responsabilidade do condutor na tragédia.