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Homem que estuprou a própria mãe e estava solto confessa assassinato da enteada

20 jan 2026 às 10:26

Um crime brutal choca o Distrito Federal e levanta questionamentos sobre as falhas no sistema de progressão de pena. Marlon Carvalhedo da Rocha, de 28 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão mantida após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (19). Ele confessou ter assassinado a própria enteada, uma adolescente de 14 anos, na madrugada do último domingo, em Planaltina.


O crime ocorreu em um contexto familiar. Marlon mantinha um relacionamento com a mãe da vítima há seis meses. Na noite do ocorrido, o casal comemorava a compra de um apartamento. A vítima dormia em um quarto com a irmã de 11 anos quando foi atacada. A mãe das crianças, de 37 anos, relatou suspeitar ter sido dopada pelo agressor, uma vez que não ouviu qualquer movimentação durante a noite. 


Ao acordar pela manhã, ela encontrou a filha morta com sinais de estrangulamento. Embora Marlon negue o abuso sexual, exames periciais foram solicitados para confirmar se a jovem também foi vítima de estupro antes de ser morta.


Histórico criminal e falhas no sistema judiciário

A trajetória de Marlon Carvalhedo da Rocha é marcada por crimes graves e reincidência. Em 2019, ele foi condendafo a oito anos de prisão pelo estupro de uma criança de 11 anos. Mesmo com essa condenação, em 2023, o criminoso obteve o benefício da saída temporária, período no qual cometeu um novo estupro, desta vez contra a própria mãe.


Apesar desse histórico de extrema gravidade, Marlon estava em regime de prisão domiciliar há oito meses. Além dos crimes sexuais, há apenas uma semana ele havia roubado um carro e protagonizado uma perseguição policial, conseguindo escapar na ocasião. Após o assassinato da enteada, ele fugiu levando um celular e um notebook, mas foi localizado e detido pelas autoridades pouco tempo depois.


Análise sobre a concessão de benefícios

A manutenção de um criminoso com este perfil em liberdade parcial é alvo de críticas por especialistas em segurança e direito. Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, houve um erro do Judiciário ao conceder benefícios como a saída temporária sem o devido rigor técnico.


Para o especialista, o sistema prisional, o Ministério Público e o Poder Judiciário falharam ao não avaliar com a cautela necessária o comportamento subjetivo de Marlon, dada a natureza de seus crimes anteriores.