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Médica é suspeita de adulterar vídeo após morte de criança por adrenalina

Investigação revela que Juliana Brasil Santos negociava edição de imagens enquanto vendia maquiagem por aplicativo; criança morreu após receber adrenalina na veia
25 mar 2026 às 10:36
Por: Band
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Amazonas revelou novas provas no inquérito que investiga a morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em um hospital de Manaus. Segundo as investigações, a médica Juliana Brasil Santos teria adulterado um vídeo para justificar o erro na prescrição de adrenalina injetável. As imagens adulteradas foram utilizadas pela defesa da profissional para fundamentar um pedido de habeas corpus.


Mensagens extraídas do celular de Juliana mostram a médica negociando a edição do material, que buscava apontar supostas falhas no sistema eletrônico do Hospital Santa Júlia. A tese da defesa era de que o sistema alterava a via de administração da medicação para intravenosa, mesmo quando a indicação médica era por via oral. A polícia suspeita que a fraude tenha sido executada por Giovana Brasil, irmã da médica.


Conduta negligente e desdobramentos judiciais


A análise dos dados digitais trouxe à tona outra evidência de negligência: enquanto a criança apresentava piora no quadro de saúde, a médica Juliana Brasil Santos utilizava um aplicativo de mensagens para vender produtos de maquiagem, mantendo-se alheia à situação crítica do paciente.


O caso apresenta os seguintes pontos centrais:

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  • Causa da morte: Benício deu entrada na unidade com faringite e morreu no dia 23 de novembro após receber adrenalina na veia, quando o procedimento correto seria a aplicação via oral.

  • Homicídio: A Polícia Civil trata o caso como homicídio e solicitou à Justiça a ampliação do prazo para a conclusão do inquérito.

  • Investigados: Além da médica, a técnica de enfermagem responsável pela aplicação da medicação também está sob investigação.

A investigação ainda aguarda depoimentos e laudos periciais determinantes. Para o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP, as análises do Instituto Médico Legal (IML) são fundamentais para estabelecer a prova material da causa da morte e consolidar a responsabilidade dos envolvidos. Apesar da denúncia de tentativa de obstrução da investigação, a médica Juliana Brasil Santos segue respondendo ao processo em liberdade.


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