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Megaoperação no RJ: maioria dos fuzis apreendidos vieram da Europa e América Latina

Armas vieram dos Estados Unidos, Alemanha e Rússia; apesar do recorde de apreensões, Secretaria de Segurança Pública afirma que há muito arsenal escondido
01 nov 2025 às 10:55
Por: Band
Tarobá

Uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro resultou na apreensão de 93 fuzis, conforme a Polícia Civil. Os itens, considerados armas de domínio à distância, são cruciais para o controle de territórios e o confronto violento da facção com criminosos rivais e com as forças de segurança.


Os 93 fuzis apreendidos na ação de terça-feira passam por perícia policial. A investigação aponta que a maioria do arsenal é proveniente de rotas internacionais. Os fuzis vieram dos Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Rússia. Além disso, no arsenal do Comando Vermelho havia armas que pertencem aos exércitos do Brasil, Venezuela, Argentina e Peru.


Parte do armamento entra no estado por rota terrestre, principalmente vinda do Paraguai, e também é proveniente da fronteira com a Amazônia.


Destino das armas e recorde de apreensões


O processo de apreensão é seguido pela decisão legal sobre o destino das armas de guerra. A repórter Laila Hallack, no Rio de Janeiro, explica que os fuzis ficam sob custódia da Polícia Civil até que a Justiça determine o que será feito.

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Se as armas estiverem em bom estado, elas podem ser reaproveitadas pelas próprias forças de segurança. No entanto, muitos dos fuzis são cópias falsificadas ou montagens irregulares, o que impede o uso. Um exemplo disso é o fuzil que simula uma arma da empresa alemã HK, mas é considerado uma arma falsificada devido ao seu padrão de qualidade e marcações. Mesmo que tenha capacidade de tiro para causar a morte, não apresenta o mesmo padrão de qualidade de uma arma original.


As armas que não são reaproveitadas são mantidas em depósito por cerca de três anos para instruções judiciais ou perícias em ações criminais, e só depois são encaminhadas para a destruição. Esse processo é conduzido pelo Exército, em parceria com siderúrgicas.


O Rio de Janeiro registrou um recorde histórico de apreensões em 2024, quando 732 fuzis foram retirados de circulação. A marca deve ser superada novamente neste ano, com mais de setecentos fuzis já apreendidos.


Apesar dos recordes de apreensões, o governo do Rio acredita que ainda há um vasto arsenal escondido nas mãos do crime organizado. O secretário de Segurança Pública do RJ, Victor Santos, destaca a dificuldade em encontrar esses armamentos em áreas complexas. Para ele, encontrar um fuzil em uma área como o Complexo do Alemão e da Penha, que são 9 milhões de metros quadrados de desordem, é como "achar uma agulha no palheiro".

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