O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, para o tratamento da obesidade na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação oficial dos remédios será fundamentada em estudos científicos e na criação de um protocolo clínico específico, elaborado para orientar o uso seguro e adequado das substâncias entre os pacientes.
A medida ganha impulso após os primeiros resultados positivos de um projeto-piloto iniciado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. No local, 250 pacientes com obesidade grave ou associada a morbidades recebem acompanhamento contínuo de médicos especialistas para monitorar os efeitos da semaglutida, um dos principais princípios ativos da categoria.
Entre os objetivos da investigação está analisar o impacto da medicação em pessoas que aguardam na fila da cirurgia bariátrica, avaliando se o tratamento com remédios pode controlar o quadro e evitar o procedimento cirúrgico. Além disso, o estudo monitora benefícios secundários da substância, como a redução do risco de complicações cardíacas e a menor reincidência de câncer de mama.