O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O pedido, assinado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva e divulgado nesta quarta-feira (20), foi protocolado junto à Justiça no dia 5 de maio.
O artista é réu por disparo de arma de fogo e está sob investigação por tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses, além de responder por crimes de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.
“[O rapper Oruam] se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório", sustentou o MPSP no documento do pedido de prisão.
O disparo e as investigações
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime em território paulista ocorreu em 16 de dezembro de 2024, na cidade de Igaratá. Na ocasião, Oruam teria disparado um tiro de espingarda no meio de uma festa, diante de diversas pessoas. A ação foi gravada em vídeo e posteriormente publicada nas redes sociais.
Além desse episódio, Oruam já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por organização criminosa e lavagem de capitais.
De acordo com as investigações do órgão fluminense, o cantor operava como beneficiário direto de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A acusação aponta que ele recebia repasses financeiros ilícitos e utilizava sua projeção e carreira na música para camuflar a verdadeira origem dos recursos obtidos por meio das atividades criminosas da facção.