O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o motorista que atropelou e matou um gari de 19 anos na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. O caso ocorreu no dia 26 de julho, quando o condutor assumiu a direção do veículo após ingerir bebida alcoólica.
A denúncia foi apresentada à Justiça pela promotora Mônica Nogueira Rodrigues. O motorista responde por homicídio duplamente qualificado — por emprego de meio que gerou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima —, além de embriaguez ao volante e fuga do local do acidente.
Atropelamento e velocidade incompatível
As investigações apontam que o acusado trafegava em velocidade incompatível com a via pública quando atingiu a vítima na Rua do Bosque. O gari desempenhava suas funções na coleta de lixo e morreu no local do atropelamento.
Exame de bafômetro realizado após o acidente registrou concentração de 0,73 miligramas de álcool por litro de ar alveolar no acusado, taxa superior ao limite legal. A promotoria sustenta que o veículo foi lançado contra a via pública no momento em que havia outros trabalhadores, pedestres e veículos no trecho.
O Ministério Público requereu à Justiça a instauração da ação penal e a manutenção da prisão preventiva do acusado. A promotoria pediu ainda a suspensão da habilitação do condutor para dirigir veículos automotores e a fixação de uma indenização mínima no valor de R$ 500 mil em favor dos parentes do trabalhador vitimado.
Desabafo da mãe
A mãe do jovem de apenas 19 anos que morreu nesta semana após ser atropelado por um motorista embriagado na Barra Funda, bairro da Zona Oeste de São Paulo expressou a dor pela perda precoce do filho.
A vítima morava com a família e deixa uma filha de um ano, além da esposa grávida. Em entrevista concedida ao Fantástico, a mãe do jovem, Elineide da Silva, desabafou após morte do filho.
"Quando amanhece o dia que eu abro o olho e vejo que meu filho não vai chegar. Porque todo dia ele me ligava: 'mãe, abre o portão que eu cheguei'. E hoje não tem mais isso", desabafou Elineide da Silva.