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Mulher que fingiu ser criança tem prisão domiciliar concedida em SC

14 set 2026 às 10:15

A mulher que ficou conhecida após fingir ser criança e viver por 14 meses como filha adotiva de uma família em Joinville, em Santa Catarina, teve a prisão domiciliar concedida com uso de tornozeleira eletrônica.


A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais de Joinville devido à falta de vagas no regime semiaberto.


Apesar da autorização para cumprir a pena em casa, a mulher continua no presídio de Joinville por causa de um outro mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio Grande do Sul.


Ela está presa há mais de 100 dias e foi condenada a 1 ano e 10 meses de prisão pelos crimes de falsa identidade e extorsão.


A reportagem da Band procurou a defesa da mulher, que preferiu não comentar a decisão.


Relembre o caso


A mulher foi presa em junho, após passar cerca de 14 meses morando com uma família como se fosse uma criança.


Segundo a Polícia Civil, ela usava o nome falso de “Gabriele” e afirmava ser autista para receber cuidados especiais.


Durante o período em que viveu com a família, ela chegou a ganhar uma festa de aniversário por supostamente completar 12 anos.


A prisão ocorreu na residência das vítimas, no distrito de Pirabeiraba, onde ela era tratada como filha.

Para manter a farsa, ela teria adotado comportamentos infantilizados e utilizado chupetas, mamadeiras e brinquedos.


Segundo a investigação, também afirmava ter vindo do Pará e dizia ter fugido de casa após sofrer maus-tratos.


A mulher teria ainda inventado uma história de que havia sido submetida a tratamentos hormonais forçados na infância, o que justificaria sua aparência adulta.


Durante o período em que viveu com a família, ela também recebeu, a pedido dela, doses de um medicamento de alto custo para emagrecimento.


A investigação apontou ainda que ela já teria envolvimento em outros golpes.

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