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Novas imagens mostram técnico de enfermagem com paciente na UTI no DF

21 jan 2026 às 18:36
A Polícia Civil do Distrito Federal deve solicitar à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva para o técnico de enfermagem Marcos Vinícius, de 33 anos, e outras duas funcionárias. O grupo é investigado por mortes suspeitas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Taguatinga. Segundo as investigações, Marcos era o responsável direto pelas aplicações letais, enquanto as duas mulheres atuavam para acobertar as ações criminosas.

Em depoimento às autoridades, o técnico apresentou versões contraditórias para justificar os óbitos. Inicialmente, Marcos afirmou que estava "nervoso" devido ao fluxo intenso no hospital. Posteriormente, mudou a narrativa e declarou que agiu para "aliviar o sofrimento das vítimas". Novas imagens do circuito interno, que mostram o profissional com um paciente na UTI, estão sendo analisadas pela perícia para instruir o inquérito.

Detalhes das vítimas e métodos

A investigação detalha a crueldade dos métodos utilizados pelo suspeito. A primeira vítima identificada foi a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. De acordo com a polícia, em 19 de novembro, Marcos injetou na veia da paciente uma superdosagem de medicamentos, além de dez doses de desinfetante. 


Outra vítima confirmada é o servidor público João Clemente, de 63 anos. A filha de João relatou que o pai deu entrada na unidade de saúde dirigindo o próprio carro, queixando-se apenas de uma dor de cabeça, mas morreu poucos dias após ser internado na UTI.


Um novo inquérito foi aberto para realizar um levantamento de toda a vida profissional de Marcos Vinícius. O objetivo é confirmar se existem outras vítimas em instituições por onde ele passou. Embora o técnico tenha registrado em redes sociais profissionais que trabalhou na rede pública do Distrito Federal, a Secretaria de Saúde emitiu nota negando qualquer vínculo empregatício do investigado com unidades estatais.

Denúncia partiu da direção hospitalar

As mortes suspeitas foram reportadas à Polícia Civil pela própria direção do Hospital Anchieta. A unidade de saúde informou que conduziu uma apuração interna rigorosa no final do ano passado após identificar movimentações atípicas em seus protocolos de monitoramento. Documentos e imagens foram voluntariamente entregues aos investigadores.


Assim que a conduta suspeita foi detectada, os três técnicos de enfermagem envolvidos foram sumariamente demitidos. O hospital reforçou que seus sistemas de controle foram essenciais para a descoberta do caso. Agora, a polícia busca entender a verdadeira motivação dos assassinatos, enquanto o Ministério Público avalia a manutenção da prisão dos envolvidos até o julgamento.