O papa Leão XIV fez um apelo neste domingo (22) pelo fim do conflito na Ucrânia, que completa quatro anos nesta terça-feira (24). Durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o pontífice reforçou que a busca pela paz não pode ser adiada e exigiu que as armas se calem para dar lugar ao diálogo.
“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível!”, lamentou o papa. “Que as armas se calem, que cessem os bombardeamentos e que se chegue, sem demora, a um cessar-fogo, que se chegue sem demora a um cessar-fogo e que se reforce o diálogo para abrir caminho à paz”.
O líder da Igreja Católica destacou que o impacto do conflito vai além das fronteiras ucranianas, classificando a guerra como uma "ferida infligida a toda a família humana". Segundo Leão XIV, a violência deixa rastros de dor que marcam gerações.
O pontífice também fez questão de pedir orações pelo "martirizado povo ucraniano" e por todas as vítimas de conflitos ao redor do mundo, lembrando que o dom da paz deve encontrar espaço nos corações dos líderes mundiais.
"Toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. (...) Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias."
Quatro anos de invasão russa
O dia 24 de fevereiro marca o quarto aniversário do início da ofensiva russa em larga escala na Ucrânia. Desde então, o conflito provocou milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país.
Organismos internacionais classificam esta como a maior crise humanitária da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com impactos profundos na segurança, na economia e na vida diária da população civil, sem que até o momento tenha sido alcançado um acordo definitivo para o fim das hostilidades.