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PF investiga grupo que recrutava brasileiras para exploração em Israel

05 nov 2026 às 12:38

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (5), a Operação Dirty Dancing, para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel e promover a entrada irregular delas em outros países.


A investigação também apura a retenção de parte dos valores obtidos com a exploração das mulheres e a utilização de um esquema clandestino para enviar dinheiro ao Brasil.


Durante a operação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Ananindeua, no Pará, e em Goiânia, em Goiás.


Justiça determina bloqueio de até R$ 10 milhões


Por determinação da Justiça Federal, também foram adotadas medidas para atingir o patrimônio dos investigados. Entre elas estão o sequestro e o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 10 milhões.

A decisão determinou ainda a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, além da apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos.


Grupo recrutava mulheres pelas redes sociais


A investigação começou em fevereiro de 2025, após informações compartilhadas pela Polícia de Israel. A operação brasileira é um desdobramento de apurações conduzidas pelas autoridades israelenses sobre o mesmo grupo.


Segundo a Polícia Federal, a principal investigada utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar para o exterior.


A organização providenciava o deslocamento e a hospedagem das mulheres. No Brasil, outros integrantes seriam responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes.


As apurações também indicam que o dinheiro obtido no exterior era arrecadado em espécie e enviado ao Brasil por meio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.


Investigação aponta atuação internacional


De acordo com os elementos reunidos pela investigação, o grupo teria atuado de forma contínua, mantendo uma estrutura organizada para a exploração sexual de mulheres brasileiras em diferentes países.

A principal investigada teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.


Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.


As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e a extensão das atividades da organização.

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