A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento do cabo da Polícia Militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, visto pela última vez na manhã de terça-feira, na Vila do Sol, Zona Sul da capital.
O veículo do oficial, um Ford Ka laranja, foi localizado incendiado em uma área de mata em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, horas após o sumiço. O PM estava com o casamento marcado para esta sexta-feira.
De acordo com as apurações iniciais, o policial bebia em um estabelecimento acompanhado de um homem e uma mulher quando se envolveu em um desentendimento com um segundo indivíduo, que seria ligado ao tráfico de drogas local. A investigação aponta que Fabrício teria sido sequestrado horas depois da confusão. Câmeras de monitoramento registraram o carro do PM deixando uma viela às 7h43 e, cerca de nove horas depois, o veículo surge novamente sendo seguido por um Corsa cinza.
Investigação e prisões temporárias
A polícia já ouviu pelo menos quatro pessoas sobre o caso. Entre os depoentes está o proprietário do Corsa cinza que aparece nas imagens de segurança seguindo o automóvel da vítima. No interior do veículo suspeito, os agentes apreenderam galões com forte odor de gasolina.
Em depoimento, o dono do Corsa alegou que transportava o combustível por precaução e que seguiu o Ford Ka a pedido de um amigo, que supostamente venderia o carro em Itapecerica da Serra. Segundo essa versão, o amigo conduzia o veículo do PM, entrou na mata e retornou a pé antes de ambos voltarem para São Paulo no Corsa.
A narrativa, entretanto, não convenceu as autoridades. A Justiça acatou o pedido de prisão temporária de três envolvidos: o motorista do Corsa, o homem que discutiu com o cabo e o rapaz que acompanhava Fabrício no bar durante a madrugada. A mulher que também estava no grupo foi ouvida e liberada por não apresentar indícios de participação direta no crime.
O carro do policial passou por perícia e permanece no pátio da delegacia de Itapecerica da Serra, onde as investigações estão concentradas. Até o momento, o paradeiro do cabo Fabrício Gomes de Santana permanece desconhecido.