A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, investiga a criação e o compartilhamento de um "ranking" de cunho sexual que expôs e avaliou 53 alunas da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). O caso envolve o uso não autorizado de fotos retiradas das redes sociais das vítimas, que foram distribuídas em um grupo fechado de aplicativo de mensagens acompanhadas de classificações machistas e depreciativas.
O vazamento do conteúdo revelou comentários que objetificavam os corpos das estudantes, além de declarações excludentes sobre a aparência e a orientação sexual das mulheres listadas. O episódio gerou indignação na comunidade acadêmica e motivou um protesto organizado por estudantes e pelo coletivo A Frente pela Vida das Mulheres em frente ao Campus II da instituição, classificando a conduta como ato de misoginia organizada.
Em resposta à repercussão, a Unoeste instaurou um procedimento disciplinar interno em caráter prioritário para identificar os responsáveis e aplicar as sanções cabíveis previstas no regimento. A instituição de ensino declarou repúdio a qualquer tipo de assédio ou constrangimento e informou estar oferecendo suporte psicológico e institucional às estudantes afetadas.
Na esfera criminal, as investigações conduzidas pela Polícia Civil estão em fase inicial. Os investigadores trabalham na tomada de depoimentos das vítimas e na preservação das provas digitais coletadas no aplicativo. Até o momento, nenhum suspeito foi formalmente indiciado.