O secretário de Segurança de Vitória, Amarilio Boni, informou que o feminicídio foi premeditado. O agressor utilizou uma escada e ferramentas específicas para escalar uma marquise e arrombar a porta da casa, impossibilitando qualquer reação da vítima. A delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, reforçou a tese de planejamento ao destacar que o material para a invasão foi levado pelo próprio policial ao local.
Embora não houvesse registros formais de denúncias contra Diego, familiares e testemunhas relataram à polícia que o relacionamento era marcado por comportamento abusivo, ciúmes e controle excessivo por parte do agressor. O pai de Dayse, que estava no imóvel no momento da invasão, confirmou o histórico de discussões e o fato de o policial não aceitar o término do namoro.
Dayse Barbosa fez história na segurança pública do Espírito Santo ao se tornar a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória. Sua trajetória era reconhecida pelo rigor institucional e pelo trabalho ativo na defesa dos direitos das mulheres. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para a conclusão dos laudos periciais.