O pedreiro Jeander Vinicius da Silva Braga foi condenado na noite desta quarta-feira (8) a 22 anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo assassinato do ator Jeff Machado, ocorrido na capital fluminense. O júri popular considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais — acusação gerada pelo abandono dos cães que pertenciam ao artista.
O julgamento foi realizado no I Tribunal do Júri, no Centro do Rio de Janeiro, cerca de três anos após o crime. Diante do conselho de sentença, Jeander admitiu participação apenas na ocultação do cadáver e negou envolvimento direto na execução do homicídio.
A defesa sustentou a tese de que o pedreiro não teve papel na morte do ator. Contudo, a acusação contestou a versão e provou que o réu participou ativamente do planejamento do crime, esteve presente no momento da morte, ajudou a ocultar o corpo e atuou nos maus-tratos aos animais.
O crime e a motivação
Jeff Machado desapareceu no fim de janeiro de 2023. O corpo do artista só foi localizado em maio daquele ano, quase quatro meses depois, enterrado e concretado dentro de um baú de madeira em uma casa no bairro Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Machado foi atraído por uma falsa promessa de conseguir um papel em uma novela de televisão. Ao cobrar o cumprimento do acordo, o ator acabou assassinado. A apuração apontou que a vítima foi dopada e morta por estrangulamento. Coube a Jeander Braga o transporte do corpo até o imóvel e a abertura do buraco onde o baú foi sepultado.
O processo criminal foi desmembrado pela Justiça. O produtor Bruno de Souza Rodrigues, apontado como o principal articulador e mentor do assassinato, será levado a júri popular em dezembro. Ele responde por um conjunto maior de acusações. Ambos os envolvidos estão presos desde 2023.