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Servidor do TST é afastado após ser gravado assediando adolescente

Elmer Catarino Fraga, técnico judiciário e professor particular, teve o porte de arma suspenso e é investigado pela Polícia Civil e pela ouvidoria do tribunal
09 abr 2026 às 16:52
Por: Band

Um técnico judiciário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi afastado de suas funções após a divulgação de vídeos que o mostram assediando uma adolescente de 16 anos no Distrito Federal. Elmer Catarino Fraga, de 63 anos, realizava a importunação durante aulas particulares de matemática, física e química oferecidas em suas horas vagas. A própria vítima registrou as imagens da conduta do homem e o momento em que o confrontou sobre o comportamento inapropriado.

As gravações foram realizadas durante aulas de reforço escolar. De acordo com o relato da jovem, os episódios não foram isolados. Em uma das ocasiões registradas, o professor chega a implorar para que a adolescente desminta as acusações para sua avó. A família informa que os casos de importunação ocorreram em dezembro do ano passado, mas só vieram à tona recentemente, quando o pai da menor cogitou recontratar o profissional para o novo ano letivo.Investigação e medidas administrativas

O caso foi formalmente registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e na Ouvidoria do TST. Em nota, o tribunal confirmou o afastamento do servidor para a apuração dos fatos. Como Elmer Fraga atua na área de segurança da corte, a presidência do TST também determinou a suspensão imediata de seu porte de arma.


A descoberta do crime contou com o suporte da instituição de ensino da vítima. Segundo o pai da adolescente, em depoimento colhido pelo Jornal da Band, a filha inicialmente omitiu o ocorrido por medo, mas buscou auxílio com a psicóloga do colégio. Após a análise dos vídeos, a profissional convocou os responsáveis para relatar o crime.

Repercussão no Judiciário e caso Buzzi

O episódio ocorre em um momento de atenção redobrada do Judiciário para casos de má conduta e abusos. O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de abusar de uma jovem de 18 anos e de uma servidora de seu gabinete. Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se a favor da abertura de inquérito contra o magistrado, afirmando que há elementos suficientes para a investigação.


A decisão sobre a abertura do inquérito contra o ministro do STJ cabe ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Paralelamente, o STJ deve julgar no próximo dia 14 se instaura um processo administrativo contra Buzzi, que permanece afastado cautelarmente de suas funções desde fevereiro.

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