Logo que a notícia da morte dos pacientes na UTI reverberou, familiares que perderam seus entes queridos no Hospital Anchieta e que reconheceram os técnicos de enfermagem ficaram temerosos e procuraram a polícia.
De todas as acusações realizadas, a Polícia Civil já tem conhecimento de, pelo menos, sete novas mortes, que aconteceram no mesmo hospital, na mesma UTI e no ano passado. Dessas sete, três novos inquéritos foram abertos e estão em andamento.
Além disso, os três técnicos de enfermagem prestaram novamente depoimentos, mas dessa vez contaram com a presença dos advogados. Um deles se destaca pela divergência de informações.
O novo relato de Marcela Camilly Alves, de 22 anos, difere daquele obtido na época da primeira acusação. No primeiro momento, ela confessou que havia sofrido uma pressão para injetar desinfetante na veia de alguns desses pacientes.
Porém, agora, a defesa disse que, naquela época, ela não estava acompanhada de advogado e apenas disse aquelas palavras por estar sob pressão e medo.
A defesa de Marcela ainda conclui que a técnica de enfermagem apenas viu um procedimento comum de UTI e não sabia que um crime estava sendo cometido.