As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, em Minas Gerais, entre a noite desta segunda (23) e a madrugada desta terça (23), deixaram ao menos 16 mortos e 47 desaparecidos, além de centenas de desabrigados. Outras sete mortes foram registradas na cidade de Ubá, próxima a Juiz de Fora, totalizando 23 vítimas fatais.
Até aqui, o Corpo de Bombeiros resgatou 13 vítimas com vida em Juiz de Fora.
O Rio Paraibuna, que corte Juiz de Fora, transbordou. Houve também registros de soterramentos no entorno do curso do rio. Na madrugada de terça-feira (24), foi decretado estado de calamidade pública no município.
A prefeita Margarida Salomão anunciou a suspensão das aulas em todas as escolas da rede. Segundo os dados, em sete horas, o volume de chuva na região equivaleu ao previsto para todo o mês de fevereiro.
Romeu Zema, governador de Minas Gerais, decretou luto de três dias pelas vítimas das tempestades e prometeu se deslocar para a região da zona da mata entre o fim desta terça e o início da quarta (25).
Volume de chuvas
Segundo o Tenente Henrique Barcelos, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), que concedeu entrevista ao Bora Brasil, da Band, o gatilho para a tragédia foi a concentração atípica de precipitação: em apenas 7 horas, a região acumulou o volume de água esperado para todo o mês.
"O solo encharcou e gerou o movimento de massa e deslizamento de terra", explicou o porta-voz. Esse fenômeno é o principal responsável pelo rastro de destruição que já deixou dezenas de mortos e centenas de desabrigados, de acordo com as últimas atualizações das autoridades locais.
A Climatempo aponta que o mês foi extremamente chuvoso na região de Juiz de Fora, o que contribuiu para o cenário atual: os 579mm registrados até a precipitação recente superam em mais de três vezes a média histórica para a região em um mês de fevereiro.
"Dilúvio", diz prefeita de Juiz de Fora sobre temporal que atingiu a cidade
Em entrevista ao Bora Brasil, a prefeita da cidade, Margarida Salomão, afirmou que . O fenômeno foi descrito pela prefeita Margarida Salomão como um evento extremo e sem precedentes recentes. Segundo a chefe do executivo, a intensidade da precipitação superou qualquer expectativa para o período.
O impacto foi tão severo que o Rio Paraibuna, principal curso d'água que corta o município, transbordou de uma forma que remete a registros históricos quase esquecidos. "Aconteceram situações que não acontecem há décadas. Por exemplo, na década de 40 do século passado, foi quando tivemos o Rio Paraibuna saindo da cheia. Pois acreditem vocês que dessa vez nós tivemos isso", completou Margarida.
O impacto foi tão severo que o Rio Paraibuna, principal curso d'água que corta o município, transbordou de uma forma que remete a registros históricos quase esquecidos. "Aconteceram situações que não acontecem há décadas. Por exemplo, na década de 40 do século passado, foi quando tivemos o Rio Paraibuna saindo da cheia. Pois acreditem vocês que dessa vez nós tivemos isso", completou Margarida.
Região de Juiz de Fora tem previsão de mais chuva até sábado (28)
A Climatempo alerta que toda a região da Zona da Mata Mineira continuará sujeita a chuva muito volumosa até o próximo sábado (28). A previsão indica novos episódios de instabilidade, com pancadas fortes em diferentes municípios da região da Zona da Mata.
Com o grande volume de chuva já acumulado, a situação atual é de solo encharcado. O Rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, transbordou. Houve também registros de soterramentos no entorno do curso do rio.