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Tenente-coronel réu por feminicídio receberá R$ 20 mil de aposentadoria

11 jun 2026 às 08:56

O tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, acusado pela morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves, receberá R$ 20 mil mensais como aposentadoria — mesmo estando preso preventivamente. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Militar de São Paulo.


O pedido de aposentadoria foi protocolado em abril, logo depois da prisão do oficial. Em seguida, Geraldo Neto foi transferido para a reserva da PM. Na época, diante da repercussão do crime, a cúpula da Polícia Militar chegou a afirmar publicamente que o tenente-coronel seria expulso e perderia o direito ao salário.


O secretário-executivo de Segurança Pública, Henguel Ricardo Pereira, foi categórico em abril: "Ele vai ser mandado embora, vai perder posto e patente. E a gente, nessa indicação de posto e patente, também faz a indicação de perda do salário."


A promessa, no entanto, ainda não se concretizou. A Justiça Militar analisa o inquérito produzido pela corregedoria da PM, enquanto corre, paralelamente, um processo administrativo dentro da corporação. As duas ações podem resultar na expulsão de Geraldo Neto e na perda do direito à aposentadoria integral.


Se isso ocorrer, o tenente-coronel passaria a se submeter às regras do regime geral de Previdência, com valor limitado ao teto do INSS, hoje em torno de R$ 8 mil mensais, menos de metade do benefício que está prestes a receber.


Gisele Alves foi morta dentro do apartamento do casal, em São Paulo, em fevereiro. Geraldo Neto foi preso preventivamente no mês seguinte, acusado de assassinar a esposa e de ter forjado o suicídio dela.

Na chegada ao Presídio Militar Romão Gomes, o oficial foi recebido com abraços por colegas da corporação – imagens que também geraram repercussão negativa. A soldado deixou uma filha de sete anos, fruto de relacionamento anterior. A menina receberá pensão até completar 18 anos.

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