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Terremoto de magnitude 7,8 atinge Filipinas e emite alerta de tsunami

08 jun 2026 às 09:19

Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a costa da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, na noite deste domingo (7), levando autoridades a emitir alertas de tsunami sem que houvesse, até o momento, registro de mortes ou de danos de grande proporção.


Os avisos de tsunami foram emitidos nas Filipinas, na vizinha Indonésia e pelo Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos (NOOA), com orientação para que moradores de áreas costeiras se deslocassem para regiões mais altas.


O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs) alertou para a possibilidade de danos e de ondas acima de um metro, que poderiam persistir por várias horas. A agência de geofísica da Indonésia, a BMKG, informou que ondas de 0,19 metro haviam sido detectadas até então.


A rádio DZBB, que transmite da cidade de General Santos, a cerca de 15 quilômetros do epicentro, relatou queda de móveis e danos a televisores e outros eletrodomésticos, enquanto a região sentia tremores secundários e moradores deixavam suas casas em busca de segurança.


O escritório de desastres de General Santos afirmou que os abalos secundários continuavam e que as autoridades avaliavam relatos de danos e de alguns feridos.


Na província de Sarangani, próxima ao epicentro, o fornecimento de energia e os serviços de telecomunicações ficaram fora do ar, e as aulas foram suspensas, segundo o chefe local de desastres, Rene Punzalan. Ele acrescentou que uma avaliação de danos estava em andamento, sem registros, até então, de prédios desabados.


Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, em Sarangani, contou que o prédio da corporação apresentou rachaduras. Segundo ele, o terremoto ocorreu durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira, e algumas pessoas desmaiaram. "Este é o terremoto mais forte que já vivemos", disse Ancheta à Reuters por telefone.


Arlene Hollero, responsável pela área de desastres da cidade de Maasim, também em Sarangani, informou que a evacuação de vilarejos litorâneos estava em curso e que não havia vítimas registradas. Segundo ela, a água do mar recuou logo após o tremor, mas o nível permanecia normal até então. Uma ponte apresentou rachaduras e um santuário com uma grande cruz desabou. "É devastador", afirmou.


O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., afirmou que as autoridades agiam rapidamente para coordenar a resposta ao desastre. "O governo nacional está se mobilizando e não vamos deixar Mindanao para trás", declarou em nota.


A medição do terremoto variou conforme a agência. O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) registrou magnitude 7,8, a uma profundidade de 10 quilômetros, depois de ter informado inicialmente 8,2. As agências de geofísica das Filipinas e da Indonésia apontaram, respectivamente, magnitudes de 7,0 e 7,7.


O tremor foi sentido com intensidade tanto no sul das Filipinas quanto no norte da Indonésia, onde moradores da cidade de Manado relataram o abalo. Um porta-voz da agência indonésia de mitigação de desastres disse não haver, até o momento, relatos de danos no país.


As Filipinas estão localizadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica, e registram tremores com frequência. Mindanao já foi palco de grandes desastres: em 1976, um terremoto de magnitude 8,1 seguido de tsunami na mesma região matou cerca de 8 mil pessoas.

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