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Vídeo mostra que corretora acusou síndico de perseguição antes de sumir

23 jan 2026 às 18:03

Novas evidências obtidas pela investigação do desaparecimento da corretora de imóveis Daiane, de 43 anos, revelam que ela se sentia perseguida pelo atual síndico do edifício onde sua família possui propriedades em Caldas Novas, no sul de Goiás. Em um vídeo gravado antes de sumir, a mulher relata formalmente o sentimento de insegurança em relação ao administrador do prédio. A gravação tornou-se um dos eixos centrais da apuração da Polícia Civil, que busca entender a dinâmica entre os envolvidos antes do desaparecimento, ocorrido há 36 dias.


O registro em vídeo ganha relevância diante das últimas imagens de Daiane com vida, capturadas pelo circuito interno do condomínio. Nas cenas, ela aparece utilizando o elevador no dia em que foi ao local para averiguar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica em dois apartamentos da família. Testemunhas e inquilinos confirmaram que a falha técnica teria atraído a corretora ao prédio um dia antes de seu sumiço.


Investigação aponta possível edição em imagens de segurança

A Polícia Civil analisa agora todo o conteúdo do circuito de segurança entregue pelo condomínio, sob a suspeita de que parte das imagens possa ter sido editada para ocultar informações. Enquanto os investigadores processam o material digital, o síndico mencionado por Daiane no vídeo, além de funcionários e vizinhos, já prestaram depoimento e negam saber o paradeiro da corretora.

O processo de busca também incluiu uma perícia detalhada nos apartamentos de Daiane. Peritos colheram amostras de material genético no interior das unidades para identificar se outras pessoas estiveram no local no período crítico do desaparecimento.

Embora o vídeo de acusação traga um novo componente ao caso, a investigação ainda não trabalha com suspeitos formalizados.