O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma publicação em suas redes sociais nesta terça-feira (4) afirmando estar pronto para negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo fim da guerra com a Rússia, que se arrasta há três anos.
O presidente afirmou que “ninguém mais que os ucranianos” está interessado no fim do combate e que ele e sua equipe estão “prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump” para alcançar o fim do conflito.
Zelensky disse que a reunião caótica na Casa Branca, na última sexta-feira, “não ocorreu como deveria” e que gostaria que “a comunicação futuras fossem construtivas”. Ele, Trump e o vice americano, JD Vance, bateram boca em frente à imprensa americana durante o encontro.
''Nós realmente valorizamos o quanto os EUA fez ao ajudar a Ucrânia a manter sua soberania e independência. E nos lembraremos do momento em que tudo mudou, quando o presidente Trump proveu a Ucrânia com os Javelins. Nós somos gratos por isso''
O líder ucraniano também disse estar pronto para assinar o acordo sobre a exploração dos minérios de seu país “a qualquer hora em qualquer formato conveniente”. Para ele, o acordo representa “um passo em direção a uma maior segurança e garantias de segurança sólidas”.
Esse acordo foi o motivo da visita de Zelensky a Trump. Na negociação, os EUA pediam a possibilidade de explorar o que chamaram de “terras raras” da Ucrânia em troca da ajuda militar e financeira concedida ao país europeu. Em contrapartida, Zelensky buscava garantias de segurança que impedissem um novo ataque russo ao território ucraniano.
Nas últimas semanas, os líderes já viviam um clima belicoso com troca de ataques públicos mútuos. Enquanto o europeu afirmou que seu homólogo americano vivia em um “espaço de desinformação” promovido por Vladmir Putin, o magnata subiu o tom e chamou Zelensky de “ditador sem um país”. A reunião sobre um fim da guerra entre representantes americanos e russos na Arábia Saudita sem a presença dos ucranianos inflamou a relação entre os dois — e acendeu um alerta na União Europeia.
Trump, por outro lado, já afirmou sem provas que os ucranianos desviaram os valores enviados pela gestão de Joe Biden aos europeus e responsabilizou Zelensky pelo início do embate, já que a guerra teria começado depois da Ucrânia mostrar interesse em integrar a OTAN, aliança militar liderada pelos americanos, demonstrando que o americano está cada vez mais alinhado a retórica de Moscou.