A 64ª ExpoLondrina consolidou-se como o principal motor econômico da região em 2026, gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. O impacto da feira extrapola os limites do Parque Ney Braga e movimenta uma cadeia produtiva que beneficia desde grandes redes hoteleiras até trabalhadores informais. Segundo estimativas do setor, o evento representa para muitas categorias, como a de motoristas de aplicativo, um faturamento equivalente a um décimo terceiro salário.
O setor de transportes registra os crescimentos mais acentuados durante os dez dias de exposição. Os taxistas de Londrina apresentam uma alta de 50% na demanda, o que resulta em um incremento de 30% na renda mensal da categoria. "Os taxistas esticam a carga horária e a renda mensal aumenta cerca de 30%. É uma organização esperada o ano inteiro", afirma Kate Rocha, presidente do sindicato da classe. De forma semelhante, motoristas de aplicativo registram um salto de 32% no volume de chamadas.
A rede hoteleira e o comércio varejista também operam com índices acima da média anual. A ocupação nos hotéis subiu 15%, com as diárias sofrendo um reajuste médio de 10% no período. No comércio em geral, o aumento nas vendas é estimado em 10% pelo Sincoval. Para o vice-presidente do Sindhotéis Londrina, Thiago Galli, o evento funciona como uma vitrine que atrai investidores para a cidade a longo prazo.
A oferta de trabalho temporário é outra marca do evento, com postos que oferecem remunerações entre R$ 900 e R$ 1.500 por apenas dez dias de serviço. A empresa de recursos humanos responsável pela gestão de pessoal contratou 300 pessoas diretamente para funções de zeladoria e bilheteria.
O reposicionamento do Parque Ney Braga como centro de eventos permanente potencializa esses resultados. A infraestrutura de 500 mil m² agora sedia congressos e feiras técnicas durante todo o ano. A presidente da Acil, Vera Antunes, ressalta que essa continuidade fortalece setores como gastronomia, moda e o ecossistema de inovação local.