O acúmulo de resíduos e lixo nas calçadas tem gerado forte preocupação entre comerciantes e pedestres em diferentes pontos da região central de Londrina. O problema costuma ser mais visível e recorrente em marquises e recuos de imóveis utilizados como abrigo noturno, especialmente com a chegada dos períodos de temperaturas mais baixas. Lojistas relatam que a situação afeta a estética urbana e temem que a sujeira acabe afastando os consumidores dos estabelecimentos locais.
A questão está diretamente ligada ao panorama da população em situação de rua em Londrina, um cenário complexo que envolve vulnerabilidade social e migração urbana. Dados da Secretaria Municipal de Assistência Social indicam que, nos primeiros meses deste ano, foram realizados mais de 1.200 atendimentos a esse público na cidade.
O balanço oficial do período aponta ainda a alta rotatividade desse fluxo migratório: foi registrada a chegada de 119 pessoas vindas de outras regiões do país, enquanto outras 93 foram encaminhadas de volta às suas cidades de origem após triagem.
Desafio na zeladoria urbana e no acolhimento
Apesar das ações contínuas de abordagem, acolhimento e oferta de passagens por parte da prefeitura, o gerenciamento do cenário e a manutenção da limpeza pública em Londrina continuam sendo desafios complexos para o poder público.
Representantes do comércio local cobram uma maior frequência na lavagem e na varrição das vias públicas do quadrilátero central, além de uma integração mais ágil entre as equipes de zeladoria e os assistentes sociais. Enquanto novas medidas são discutidas, a situação segue impactando diretamente a rotina de moradores e o faturamento das lojas da região.