O homem acusado de atirar contra a ex-mulher, o atual companheiro dela, seis policiais militares e um vizinho e depois fugir com a bebê da ex-companheira em fevereiro deste ano, no Jardim Interlagos, vai à Júri Popular por tentativas de homicídio qualificado e por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A defesa de Saulo de Tarso Santos Júnior disse que vai decidir junto com o réu se recorrerá da decisão no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) na tarde desta quarta-feira (5).
"Saulo é réu confesso. Vou conversar com ele hoje a tarde para decidir o próximo passo. Se vamos recorrer agora ao Tribunal de Justiça ou se vamos decidir as qualificadores na data do julgamento", explicou o advogado Alexandre Aquino.
Entenda o caso
Santos Júnior está preso desde 18 de fevereiro deste ano. Conforme a denúncia, o acusado foi até a casa onde estava a ex-mulher, na Rua Angelita Graciele Rodrigues da Silva, com o pretexto de que entregaria presentes para o filho, que à época tinha 5 meses. No local, ele pegou uma arma e atirou com o então companheiro da ex-mulher que não ficou ferido porque se escondeu dentro da residência.
Depois disso, o réu atirou quatro vezes contra a ex-mulher e a espancou. A vítima recebeu um tiro no braço, nas costas e um de raspão na cintura. Após esse fato, o Santos Júnior pegou o bebê e fugiu com a criança.
Momento após os fatos, o acusado voltou na rua e se deparou com uma equipe da Polícia Militar que atendida o caso. A denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) detalha que, ao se deparar com os policiais, Saulo de Tarso Santos Júnior pegou uma submetralhadora a atirou contra os agentes e também contra um vizinho. Os policiais reagiram e atiraram no acusado.
As vítimas feridas foram socorridas e levadas para atendimentos em hospitais e unidades de saúde do município.
Em audiência de instrução, o réu disse que estava arrependido e que foi até o local onde a ex-mulher estava depois de ter conversado com ela pelo Facebook. O acusado afirmou, ainda durante audiência de instrução, que estava com as armas no carro por prevenção e que atirou no então companheiro da ex-mulher porque, segundo ele, o homem o esnobou.
No entendimento da promotoria, os crimes foram praticados por motivo torpe, o denunciado tentou matar as vítimas por não aceitar que a ex-mulher se relacionasse com outro homem e também praticou os crimes mediante dissimulação, na frente da filha da ex-mulher.
A ex-mulher do denunciado contou, em audiência de instrução, que tinha fugido de casa semanas antes depois de ter sido espancada por anos por Saulo e que, no dia do crime, ele não poderia ter se aproximado dela porque tinha uma medida protetiva contra ele.
Decisão júri popular
O juiz Paulo Cesar Roldão aceitou integralmente a denúncia do Ministério Público e pronunciou o réu a julgamento por júri popular na segunda-feira (3). Além disso, o magistrado determinou que Saulo de Tarso Santos responda ao processo preso.
O advogado dos policiais militares, Eduardo Milleo, disse que a sentença proferida foi correta e que não abre possibilidade do réu recorrer em liberdade.
"Ele é uma pessoa violenta. A decisão de mantê-lo na prisão enquanto responde ao processo no Tribunal foi correta", pontuou o advogado.