A Delegacia do Adolescente da Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (13), em Cascavel, um mandado de busca e apreensão contra uma adolescente investigada por uma agressão ocorrida após uma confusão de trânsito.
O caso aconteceu no dia 9 de junho, por volta das 17h40, na Avenida Papagaios, após uma colisão envolvendo uma bicicleta e um automóvel.
Segundo o procedimento policial, a vítima transitava pela avenida quando um adolescente que conduzia uma bicicleta teria atingido o carro e deixado o local. Posteriormente, a mulher encontrou novamente o adolescente e tentou obter o contato dos responsáveis, mas ele teria se recusado a fornecer as informações.
Na sequência, um grupo de adolescentes teria se aproximado. Conforme o relato da vítima, uma adolescente passou a fazer ofensas e ameaças contra ela e o filho.
Ainda segundo a ocorrência, quando a mulher tentou deixar o local com o carro, a adolescente teria ficado à frente do veículo e chutado o automóvel. A vítima então teria saído do carro e, nesse momento, sido agredida com socos e chutes.
A mulher sofreu escoriações no rosto e sangramento no nariz. As lesões foram registradas em exame realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial solicitou a internação provisória da adolescente. O pedido teve manifestação favorável do Ministério Público e foi autorizado pela Justiça.
Com a decisão judicial, a Delegacia do Adolescente cumpriu o mandado nesta quinta-feira e encaminhou a adolescente para os procedimentos previstos na legislação.
O procedimento também registra que, posteriormente, a mãe da adolescente investigada teria registrado um boletim de ocorrência contra a vítima, alegando que suas filhas também teriam sido agredidas. A mulher ouvida pela polícia afirmou ter interpretado o registro como uma tentativa de intimidação.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e a participação dos envolvidos.
Por envolver uma adolescente, a identidade da investigada não será divulgada, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).