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Adolescente é investigado após simular estar armado dentro de colégio em Ponta Grossa

21 ago 2026 às 08:00

A Polícia Civil do Paraná realizou uma operação na manhã desta quinta-feira para investigar uma ameaça ocorrida dentro de um colégio estadual de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Um adolescente de 16 anos é investigado pelo caso e teve a residência alvo de um mandado de busca e apreensão.


A ação foi realizada pela Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa. Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais encontraram e apreenderam um simulacro de arma de fogo na casa do adolescente.

Segundo as investigações, o jovem teria ido até a instituição de ensino para confrontar outro adolescente, com quem possui uma desavença anterior. Durante a discussão, ele teria simulado estar armado, colocando a mão na região da cintura como se estivesse portando uma arma.


A situação foi registrada pelas câmeras de segurança do colégio e provocou temor entre alunos e funcionários. O episódio aconteceu enquanto a diretora da instituição tentava intervir na discussão para evitar que o conflito se agravasse.


As investigações também apontaram outro episódio envolvendo o adolescente. Cerca de um mês antes, ele teria ido até outra instituição de ensino onde havia estudado e ameaçado a diretora, afirmando que danificaria o veículo dela.


Diante da gravidade dos fatos e da suspeita de reiteração das condutas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a expedição do mandado de busca e apreensão. A ordem foi deferida e cumprida nesta quinta-feira.


O simulacro localizado na residência foi apreendido e deverá ser utilizado na investigação. O adolescente poderá responder, perante a Justiça especializada, pelos atos infracionais atribuídos a ele.


O delegado Fernando Henrique Ribeiro, titular da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, destacou que ameaças contra profissionais e instituições de ensino são tratadas com seriedade pela Polícia Civil.


Segundo o delegado, situações que envolvem objetos utilizados para intimidar vítimas não devem ser tratadas como simples brincadeiras ou conflitos escolares. A investigação busca esclarecer os fatos e garantir a responsabilização do adolescente dentro das medidas previstas para a Justiça especializada.


A Polícia Civil informou que as circunstâncias dos episódios continuam sendo apuradas.

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