Mais de 15 dias após o acidente que matou três pessoas em Londrina, o advogado da família de Alexandre Bueno, de 51 anos, ainda aguarda um laudo pericial particular que deve apontar a velocidade do veículo envolvido na batida.
Segundo a Polícia Científica, o carro estava a pelo menos 79 quilômetros por hora no momento do acidente. A defesa da família, no entanto, acredita que a velocidade era ainda maior.
José Volpi, advogado da família, afirma que aguarda o resultado da nova perícia e acredita que o veículo estava a mais de 100 quilômetros por hora.
Testemunhas que estavam em um salão de festas que Alexandre havia ido fechar no dia do acidente também devem prestar depoimento. Segundo o advogado, os relatos podem trazer novas informações sobre o que aconteceu após a colisão.
A expectativa é de que as testemunhas confirmem que Alexandre levou cerca de 30 minutos para ser localizado depois do acidente. Os depoimentos também devem ajudar a esclarecer pontos que, segundo a defesa, entram em contradição com a versão apresentada até o momento.
As testemunhas ainda devem relatar que Brendon Ryan Romanholi não morreu imediatamente após a batida, mas alguns momentos depois.
Defesa quer mudança na classificação do caso
O advogado afirma que a intenção da família é que o caso seja tratado como homicídio com dolo eventual, e não como homicídio culposo, classificação considerada atualmente para o acidente.
A tese da defesa está relacionada principalmente à velocidade do veículo e às circunstâncias da colisão.
O acidente aconteceu no dia 8 de agosto, no cruzamento das ruas Omar Mazzei e Osvaldo Leite, na Zona Norte de Londrina.
Três pessoas morreram: Brendon Ryan Romanholi, de 20 anos, e Giovana Pereira Leite, de 18, que estavam em uma motocicleta, e Alexandre Bueno, de 51 anos, que estava na calçada.
O novo laudo e os depoimentos das testemunhas devem contribuir para o andamento das investigações e para a definição da responsabilidade pelo acidente.