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Aeroporto de Londrina alerta sobre perigo na utilização de raio laser contra aeronaves

28 set 2022 às 10:57

O Aeroporto de Londrina, administrado pela CCR Aeroportos, registrou oito relatos de pilotos sobre interferências de raio laser apontado para as aeronaves durante procedimentos de pousos e decolagens, em um intervalo de pouco mais de dois meses. 


De acordo com o CENIPA, órgão de prevenção e investigação de acidentes aeronáuticos, a emissão inadequada do raio laser contra aeronaves pode ser enquadrada como crime de atentatdo contra a segurança do transporte aéreo, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão. Se a prática for causa de acidente com morte, a pena para o infrattor pode chegar a 12 anos de prisão.  


Luís Spanner, responsável pela área de Segurança Operacional da CCR Aeroportos, explica que a prática pode ocasionar danos à visão do piloto, como hemorragia e queimadura na retina. 


“Essa ação é um perigo para pilotos e aeronaves, e coloca em risco a segurança da aviação”. Spanner também alerta que emitir o raio laser pode culminar na perda de controle em voo. “A luz é forte o suficiente para dificultar a leitura do painel de controle e a visão da pista para conduzir a aeronave em segurança no momento do pouso ou decolagem”. 


O aumento dessa incidência é preocupante. De janeiro deste ano até a primeira quinzena de agosto de 2022, os aeroportos que a CCR Aeroportos administra na região Sul do Brasil, já somam 31 ocorrências, sendo o ano com maior incidência desde 2018, onde foram registrados 34 eventos em todo o ano. Por isso, a concessionária pede a colaboração da população de Londrina para evitar o uso dos lasers.


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