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Agente condenado por matar tesoureiro do PT passa a cumprir pena em casa no Paraná

31 mar 2026 às 10:08

A Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar ao policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, condenado pelo assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Arruda. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais da Região Metropolitana de Curitiba.


Segundo o despacho, a medida foi autorizada devido ao estado de saúde do condenado. Guaranho apresenta sequelas permanentes de um politraumatismo, com limitações motoras, dores crônicas e dependência para atividades básicas. A avaliação considerou que o sistema prisional não possui estrutura adequada para o tratamento necessário.


Com isso, a pena passa a ser cumprida em regime domiciliar, com monitoramento eletrônico. Entre as condições impostas estão permanência integral em casa, saídas apenas com autorização judicial — exceto em emergências médicas — e uso obrigatório de tornozeleira. O descumprimento pode levar à revogação do benefício. O prazo mínimo de monitoramento é de 365 dias.


O Ministério Público se manifestou favorável à medida, com base em laudos médicos. A defesa afirmou que a decisão representa adequação humanitária da pena, e não impunidade.


O crime ocorreu em julho de 2022, em Foz do Iguaçu, durante a festa de aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda, que foi morto a tiros após uma discussão política. O caso teve grande repercussão nacional.

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