O aumento do custo da energia elétrica tem pesado no orçamento de famílias, comércios e instituições de Londrina. A cobrança da bandeira tarifária amarela, em vigor desde maio, somada ao reajuste anual da Copel, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho, tem elevado os gastos com eletricidade.
No ambiente doméstico, alguns equipamentos estão entre os principais responsáveis pelo consumo. Segundo dados apresentados pelo economista Emerson Guzzi, o chuveiro elétrico responde por aproximadamente 25% da fatura, enquanto geladeiras e freezers representam cerca de 25% do consumo. Já o ar-condicionado corresponde a aproximadamente 20%.
Diante dos custos maiores, mudanças simples de hábito podem ajudar a reduzir o valor da conta. Entre as recomendações estão apagar as luzes de ambientes vazios, evitar o uso desnecessário de equipamentos e retirar aparelhos da tomada quando não estiverem sendo utilizados.
Para consumidores de maior porte, outras alternativas também vêm ganhando espaço. A Catedral de Londrina, por exemplo, iniciou a instalação de painéis de energia solar na estrutura. A expectativa é reduzir as despesas operacionais e permitir que recursos sejam direcionados para outras ações.
No setor comercial, empresas que dependem de um consumo elevado de eletricidade, como confeitarias e panificadoras, têm buscado alternativas no Mercado Livre de Energia.
Segundo o empresário Edemilson Invernizze, o modelo permite negociar o fornecimento diretamente com geradoras de energia de fontes renováveis. A estratégia pode contribuir para diminuir os custos e evitar que os aumentos das despesas operacionais sejam repassados integralmente aos consumidores.