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Analista político prevê relação democrática entre Lula e o Paraná

26 out 2026 às 14:33

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma vantagem superior a 4 milhões de votos, passa pela leitura técnica do analista político Elvi Censi. Em sua avaliação sobre o encerramento do segundo turno, Censi cravou que o resultado do pleito é plenamente legítimo e refletiu a vontade expressa nas urnas de todo o país.


O analista rebateu os questionamentos da oposição sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender a votação até as 19h, medida adotada pela Suprema Corte para mitigar os impactos da falta de transporte público em diversos municípios. Para Elvi Censi, o volume de eleitores que votou no período estendido foi totalmente residual e irrelevante, sem qualquer peso matemático capaz de alterar o desfecho da eleição.


Ao detalhar a dinâmica da disputa, Elvi Censi observou que o país se dividiu em dois blocos ideológicos muito bem definidos, o que exigiu uma mudança rápida de postura na reta final por parte da campanha petista. De acordo com a análise do especialista, a candidatura de Lula precisou correr atrás do prejuízo e encontrou sua sustentação na intensa mobilização dos movimentos sociais nas ruas e no forte engajamento digital promovido nas redes sociais para atrair o eleitorado indeciso.


No cenário estadual, Elvi Censi destacou o comportamento do eleitorado paranaense, que deu vitória expressiva a Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% dos votos válidos, contra 37% de Lula. Apesar dessa disparidade entre o resultado local e o nacional, Censi projeta um ambiente de maturidade política após o pleito, prevendo uma relação republicana e de cooperação democrática entre a gestão do Estado do Paraná e o governo federal para garantir a continuidade dos investimentos e dos repasses de recursos.

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