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Ano começa com novos gastos e reajustes; economista orienta como organizar o orçamento em 2026

02 jan 2026 às 10:14

O ano de 2026 mal começou e muitas famílias já precisam se preparar para uma série de despesas tradicionais do início do ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, além de outros compromissos financeiros. Para ajudar a população a organizar o orçamento nesse período de maior pressão sobre a renda, o professor e economista Luciano Costa participou do jornal Primeira Hora para orientar sobre como direcionar melhor o dinheiro nos primeiros meses do ano.


Uma das principais mudanças que impactam diretamente o bolso do trabalhador é o novo salário mínimo, que passou a valer a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro. O valor foi reajustado para R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518. O reajuste corresponde a 6,79% e foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10.


O novo valor do salário mínimo foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado no cálculo do reajuste anual. Em novembro, o índice registrou variação de 0,03% e acumula alta de 4,18% em 12 meses.


Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O cálculo considera os impactos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

Além do reajuste salarial, 2026 também será marcado por mudanças importantes no sistema tributário. A Receita Federal classifica o ano como um “ano de testes” para a reforma tributária, que deve trazer impactos graduais para empresas e consumidores.


No Paraná, outra preocupação é o aumento do ICMS, que já passa a valer a partir de 1º de janeiro e deve elevar o preço dos combustíveis, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.


Por outro lado, uma das medidas que pode aliviar parte da população é a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, o que deve aumentar a renda disponível de uma parcela dos trabalhadores.