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ANP aponta aumento médio no diesel, mas realidade nas bombas é mais cara

17 mar 2026 às 11:18

O balanço recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) revela um cenário alarmante para quem depende das rodovias: apenas na última semana, o aumento médio do óleo diesel foi de 12%, elevando o preço oficial para a casa dos R$ 6,80 por litro. 


No entanto, a realidade nas bombas de postos localizados em rodovias estratégicas como a PR-445 e a BR-369 é ainda mais crítica, com o combustível sendo comercializado entre R$ 7,39 e R$ 7,69. Para motoristas que optam pelo pagamento faturado ou a prazo, o valor chega a ultrapassar a marca dos R$ 8,00, atingindo picos de R$ 8,29 por litro.


Esse descompasso financeiro gera queixas diretas de caminhoneiros, que relatam que o valor pago pelos fretes permanece estagnado e não acompanha os custos crescentes de operação. 


A crise afeta severamente a gestão de grandes frotas, como a do empresário William Zucolote, que administra 80 caminhões e expressa preocupação com a viabilidade do negócio diante da pressão do diesel somada a outros gastos operacionais. 


O sindicato que representa as empresas de cargas do Paraná avalia que medidas como a zeragem da alíquota de PIS e COFINS na importação são acertadas, mas adverte que não resolvem o problema estrutural por completo.


As estratégias governamentais atuais incluem o auxílio financeiro para produtores e importadores, além da desoneração tributária, buscando dar um fôlego momentâneo ao setor de logística. Contudo, o levantamento da ANP ainda não reflete os impactos totais dos anúncios recentes da Petrobras nas refinarias, mantendo o mercado em estado de alerta sobre novos reajustes que podem comprometer ainda mais o bolso de quem vive do transporte rodoviário.

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