O dia seguinte no Condomínio Quinta da Boa Vista, localizado na Avenida Garibaldi Deliberador, na zona sul de Londrina, foi marcado pelo silêncio e por uma tentativa gradual de retomar a rotina. Após mais de 14 horas de tensão extrema com o isolamento do prédio e a presença constante de forças policiais de elite, os moradores do conjunto residencial começam a assimilar os desdobramentos do trágico episódio.
Entre as áreas comuns do prédio e os corredores, o clima ainda é de apreensão e surpresa, mas com um sentimento geral de alívio por conta da liberação das vítimas.
Choque e contraste com a convivência diária
Quem convivia no mesmo espaço com o homem de 45 anos teve dificuldades para assimilar a gravidade do ocorrido. Moradores do condomínio descrevem que ele costumava ser uma pessoa extrovertida, de fala fácil e boa convivência no dia a dia, o que tornou o surto psicótico ainda mais inesperado para a vizinhança.
Testemunhas que acompanharam a movimentação policial ao longo de toda a terça-feira relataram a angústia de ver o descontrole da situação no 8º andar. Em alguns momentos do impasse, o homem parecia calmo, mas logo voltava a apresentar conduta alterada, arremessando objetos pela janela e fazendo barulho no apartamento dos vizinhos.
Acolhimento e volta aos poucos à rotina
A rotina de entrada e saída de veículos e a circulação pelas calçadas da Garibaldi Deliberador foram restabelecidas após a desmobilização do cerco e do trabalho da perícia. Para grande parte dos vizinhos, o foco agora é prestar apoio ao casal de idosos resgatado e buscar a tranquilidade perdida durante as longas horas de crise.