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Após confissão do pai, júri do caso Eduarda Shigematsu continua

17 set 2026 às 07:43

O julgamento de Ricardo Seide e Terezinha de Jesus, pai e avó paterna de Eduarda Shigematsu, é retomado nesta quinta-feira (17), às 8h30, no Tribunal do Júri de Maringá.


A sessão foi suspensa na noite de quarta-feira (16), após Ricardo Seide confessar ter matado a própria filha, durante o interrogatório. Ao ser questionado pela juíza, ele confirmou a confissão de forma sucinta e, na sequência, informou que permaneceria em silêncio.


A admissão ocorreu pela primeira vez durante o processo. Até então, Ricardo sustentava outra versão sobre a morte da menina. Após o interrogatório, o julgamento foi interrompido para ser retomado nesta quinta-feira.


Debates começam nesta quinta-feira


Com a retomada da sessão, estão previstos os debates entre acusação e defesa. Depois das manifestações das partes, poderão ocorrer réplica e tréplica.


Na sequência, os sete jurados do Conselho de Sentença devem votar sobre as acusações apresentadas no processo.


O julgamento começou na quarta-feira após oito adiamentos ao longo dos anos. Durante o primeiro dia, testemunhas foram ouvidas, entre elas policiais civis, um vizinho, o delegado responsável pela investigação, o médico legista e uma diarista que trabalhava na casa da avó de Eduarda.


Laudo apontou esganadura


Durante o depoimento do médico legista, o profissional afirmou que as lesões encontradas no pescoço, queixo e região cervical de Eduarda são compatíveis com esganadura. A informação foi apresentada durante a sessão e integra os elementos analisados no julgamento.


Ricardo responde por acusações relacionadas à morte da filha e à ocultação do corpo. Já Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna da menina, também é ré no processo e responde por acusações relacionadas à ocultação do cadáver e falsidade ideológica. As defesas dos dois contestam as acusações.


Relembre o caso


Eduarda Shigematsu, de 11 anos, morreu em abril de 2019, em Rolândia. O corpo da menina foi encontrado enterrado em um imóvel da família.


O julgamento ocorre em Maringá após oito adiamentos e mais de sete anos depois da morte da adolescente.


Tarobá acompanha o julgamento


A equipe do Portal Tarobá acompanha diretamente do fórum em Maringá a retomada do júri e traz informações sobre os principais momentos da sessão desta quinta-feira (17).

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